Morre militar apontado como torturador da petista
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sexta-feira, 06 de maio de 2016
Juliana Granitai<br>Folhapress 
São Paulo - O capitão reformado Homero Cesar Machado, citado em entrevista pela presidente Dilma Rousseff como uma das pessoas que dirigiam as torturas que ela sofreu durante a ditadura (1964-1985), morreu na última quinta aos 75 anos. A presidente relatou também ter recebido choques nos pés, nas mãos, coxas, orelhas, na cabeça e no bico do seio. O corpo de Machado foi cremado às 10h de ontem na Vila Alpina. A reportagem não conseguiu falar com familiares de Machado, nem descobriu a causa da morte. Relatório da Comissão da Verdade aponta Machado como torturador de ao menos quatro militantes durante a ditadura militar. Ele foi dirigente da Operação Bandeirante (Oban) e chefe de interrogatório do Doi-Codi de 1969 a 1970. Segundo o documento, ele foi responsável por "tortura até a morte e ocultação de cadáver" de Virgílio Gomes da Silva, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) preso em São Paulo em 29 de setembro de 1969. Virgílio foi morto horas depois de ser preso, sob tortura, aos 36 anos, na Oban. Ele participara do sequestro do embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, em troca da libertação de presos políticos brasileiros.


