Morosidade das investigações é criticada
O advogado João Gomes Filho criticou ainda a morosidade das investigações. ''Estou sendo, há 60 dias, alvo de investigação e digo que já existem elementos suficientes para existir uma denúncia. Prefiro acreditar que esta seja a ordem natural das coisas, mas com todo respeito, no segundo dia de investigação, o então delegado da Polícia Federal (Sandro Viana dos Santos) afirmou que havia caixa 2. Então, isso significa que temos elemento material para uma denúncia'', disse Gomes Filho.
Segundo ele, em qualquer lugar do mundo o inquérito é um auxiliar administrativo do Ministério Público (MP). ''A intenção do inquérito é informar o MP, como dizer que não se tem elemento de cognição se já apareceram, segundo o inquérito, irregularidades de R$ 130 mil'', compara ele, acrescentando que só depois que tiver a denuncia é que vai poder se defender.
''Enquanto tivermos um inquérito aberto sem nenhuma objetividade de investigação, só repetindo depoimentos e factóides (...) nós não vemos chegar a uma verdade real, vamos simplementes ficar expondo um único partido'', alegou.
Sobre o destino dos cheques doados pela empresa Hanonik que foram parar na conta do assessor financeiro Augusto Dias Júnior, o advogado disse não ter tido acesso aos documentos. ''Assim que tiver acesso aos cheques vou saber se foi doação de campanha ou não.'' (V.B.)





