O cenário eleitoral para o governo do Paraná ganhou novos contornos com a divulgação de um levantamento do instituto Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (3). Os números consolidam a liderança do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (PL) na disputa pelo Executivo estadual, distanciando-se dos principais concorrentes na corrida ao Palácio Iguaçu.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, ouvindo 1.280 eleitores presencialmente em 56 municípios paranaenses. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro estimada em 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro oficial do levantamento junto à Justiça Eleitoral está sob o protocolo PR-03399/2026.

Cenários testados

Na modalidade estimulada — quando uma cartela com os nomes dos pré-candidatos é apresentada aos eleitores —, o cenário principal aponta os seguintes percentuais:

- Sergio Moro (PL): 45,0%
- Requião Filho (PDT): 24,0%
- Sandro Alex (PSD): 17,5%
- Adriano Funileiro (PCO): 0,9%
- Tayná Miessa (UP): 0,9%
- Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza): 0,5%
- Luiz França (Missão): 0,5%
- Samuel de Mattos (PSTU): 0,4%
- Branco, nulo ou nenhum: 5,4%
- Não sabem ou não opinaram: 4,9%

Já no cenário de voto espontâneo, em que os nomes não são revelados previamente aos entrevistados, o índice de indecisão atinge a marca de 51,2%. Mesmo nesse formato, Moro aparece na ponta com 24,2%, seguido por Requião Filho com 10,2% e Sandro Alex com 6,3%. O atual governador Ratinho Junior (PSD), que não pode concorrer à recondução ao cargo, também foi lembrado espontaneamente por 1,7% dos eleitores.

Além da intenção direta de voto, o levantamento mediu a expectativa de vitória: 49,4% dos paranaenses acreditam que Sergio Moro será o próximo governador, independentemente de sua preferência partidária. Requião Filho é apontado como favorito por 15,9% e Sandro Alex por 14,9%.

Disputa ao Senado Federal

O instituto também mediu as intenções de voto para o Senado Federal. Como cada eleitor pode votar em dois nomes para preencher as duas vagas do estado em Brasília, a soma dos percentuais ultrapassa 100%. No cenário estimulado, a disputa apresenta um quadro altamente competitivo na parte superior:

- Deltan Dallagnol (Novo): 30,8%
- Alexandre Curi (Republicanos): 28,4%
- Gleisi Hoffmann (PT): 25,7%
- Filipe Barros (PL): 22,9%
- Cristina Graeml (PSD): 14,4%
- Dr. Rosinha (PT): 13,0%
- Marcelo Marcelino (PCO): 1,7%
- Joaquim do MLB (UP): 1,3%
- Karen Guerreiro (Missão): 0,9%
- Branco, nulo ou nenhum: 7,4%
- Não sabem ou não opinaram: 6,1%

Comparação com a pesquisa anterior

Em relação ao levantamento prévio do instituto realizado em agosto, os quatro principais colocados na corrida ao Senado registraram variações negativas dentro da margem de oscilação ou ligeiro recuo de apoios: Deltan Dallagnol caiu de 34,0% para 30,8%; Alexandre Curi passou de 29,6% para 28,4%; Gleisi Hoffmann recuou de 28,1% para 25,7%; e Filipe Barros foi de 26,0% para 22,9%. Com isso, a distância entre o segundo e o quarto colocado comprimiu-se, deixando a disputa pela segunda vaga em aberto.

No quesito rejeição para o Senado, a ex-ministra e deputada Gleisi Hoffmann lidera com folga, sendo citada por 42,3% dos eleitores que afirmam que não votariam nela de jeito nenhum (estável frente aos 42,2% anteriores). Em seguida aparecem Deltan Dallagnol (12,0%), Dr. Rosinha (9,3%), Alexandre Curi (6,3%), Cristina Graeml (6,2%) e Filipe Barros (5,9%).

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