Brasília - O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, é alvo de 12 representações que pedem que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigue se ele cometeu infrações disciplinares no caso. A maior parte das ações (nove delas) foi motivada pela interceptação e divulgação de gravações do ex-presidente Lula pela Lava Jato que atingiram até mesmo a presidente Dilma Rousseff - outras três tratam de questões gerais da atuação do juiz. Os pedidos de apuração foram apresentados por sindicatos, advogados de várias partes do país e um vereador ligado ao PT, entre outros. O mais recente foi protocolado ontem por 14 senadores - três deles são investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação na Lava Jato: Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ). Segundo os congressistas, o CNJ precisa avaliar a atuação de Moro: "A divulgação da mesma gravação ilegal está feita por determinação escrita do juiz Sérgio Moro ao levantar o sigilo das interceptações tendo ciência não só de sua ilicitude, mas de que havia nelas diálogos de pessoa com prerrogativa de foro, sendo essa a presidenta da República".

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