O governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL), afirmou que Londrina deverá ter representantes no secretariado de sua gestão, mas evitou antecipar nomes que podem ocupar cargos no governo estadual a partir de 2027.

“Certamente Londrina está no mapa”, declarou durante entrevista coletiva na tarde deste sábado (24), antes de participar de um ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25).

Moro afirma que está em processo de formação do secretariado e que os anúncios serão feitos gradualmente. “Eu não faço comentário sobre nome específico. Quando tiver a definição, nós fazemos o anúncio”, disse.

Na semana passada, Moro anunciou o primeiro nome da equipe, a economista Pricilla Maria Santana como a futura secretária da Fazenda do Paraná. Atual secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul, ela também ocupa a segunda vice-presidência do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Segundo Moro, o nome dela é uma indicação do ex-ministro da Economia na gestão Jair Bolsonaro, Paulo Guedes.

Mobilização

O governador eleito esteve na cidade para participar de uma mobilização em favor de Flávio Bolsonaro, organizada no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Higienópolis. Após a concentração, a carreata começou às 14h30, seguindo pela avenida Higienópolis em direção à região sul de Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem Moro diz que Londrina estará no governo, mas não antecipa nomes
| Foto: Luis Fernando Wiltemburg

O senador eleito pelo Paraná, Filipe Barros (PL), também participou do ato, assim como outros puxadores de voto, como a deputada estadual eleita Jéssica Moreno (PL), o prefeito Tiago Amaral (PSD) – que no primeiro turno apoiou o adversário de Moro, Sandro Alex (PSD), nome de Ratinho Junior (PSD) para sua sucessão – e o ex-secretário de Defesa Social Felipe Juliani (PL).

O governador eleito afirmou estar confiante na vitória de Flávio Bolsonaro e defendeu a eleição do candidato como forma de encerrar o ciclo de governos do PT. Para Moro, a eventual vitória do aliado também seria importante para a relação entre o governo estadual e o Palácio do Planalto.

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“É muito importante que nós tenhamos um aliado, não meu, mas do Paraná, no Palácio do Planalto”, disse. Ele criticou a gestão Lula e afirmou que o presidente não demonstra consideração pelo Paraná e pela região Sul. Moro também contestou declarações atribuídas ao petista sobre uma suposta oposição dos sulistas aos nordestinos. “Nós não temos nenhum problema com os nordestinos, são nossos irmãos, são brasileiros como nós, temos um grande carinho, um grande apreço”, afirmou.

Universidades estaduais

Ao ser questionado sobre os planos para as universidades estaduais, especialmente a UEL (Universidade Estadual de Londrina), Moro disse ter admiração pelas instituições de ensino superior. Formado em direito pela UEM (Universidade Estadual de Maringá), ele afirmou que pretende trabalhar com todas as universidades para que se tornem centros de tecnologia e inovação no Paraná.

O governador eleito, porém, não detalhou medidas para a UEL nem respondeu se haverá aumento de investimentos ou reajuste salarial para os professores. “Isso aí vai desenvolver com o tempo. Agora é o momento de a gente falar da derrota do Lula amanhã e da eleição do Flávio 22”, declarou.

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| Foto: Divulgação PL

No Senado

Eleito senador pelo Paraná, Filipe Barros afirmou que pretende concentrar sua atuação na representação dos interesses do Estado em Brasília e na participação em debates nacionais, incluindo propostas de reforma do Judiciário e do pacto federativo.

Segundo ele, a composição política prevista para o próximo mandato poderá facilitar a articulação entre o governo estadual e o governo federal, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial. Barros afirmou que o Paraná terá três senadores alinhados ao governador e ao eventual presidente.

“Isso vai fazer com que a gente consiga, de fato, resolver em conjunto os problemas do Estado do Paraná”, declarou.

Copel e pedágios

Entre as prioridades estaduais, ele citou a Copel (Companhia Paranaense de Energia) e os contratos de pedágio. Sobre a empresa de energia, criticou os efeitos da privatização e afirmou que a companhia tem causado prejuízos a produtores rurais, industriais e à população em geral.

Em relação aos pedágios, Barros disse que pretende fiscalizar o cumprimento dos contratos e a execução das obras previstas. “Nós precisamos fiscalizar para saber se as obras vão efetivamente sair do papel para que a gente não seja enganado de novo, como nós fomos no passado”, afirmou. Segundo ele, os dois temas estarão entre as prioridades a partir de fevereiro.

Alexandre de Moraes

Barros também se posicionou a favor do impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Questionado sobre como será sua relação com o governo federal caso Lula seja reeleito, o senador afirmou que estará do lado oposto ao do governo petista. “Eu serei oposição ferrenha a esse desgoverno”, declarou, após reiterar sua expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro.

Sobre a atuação em Londrina, Barros afirmou que pretende continuar trabalhando pela cidade independentemente de quem estiver à frente da prefeitura. Ele citou o apoio a hospitais, entidades assistenciais e projetos de infraestrutura e disse que pretende manter essa atuação no Senado, em articulação com os demais representantes políticos do grupo.

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