Curitiba – Os empresários ligados à Galvão Engenharia também se tornaram réus da Justiça Federal do Paraná. Na tarde de ontem, o juiz federal Sérgio Moro acatou a denúncia contra Jean Alberto Luscher Castro (diretor presidente), Erton Medeiros Fonseca (diretor presidente da Divisão de Engenharia Industrial), Eduardo de Queiroz Galvão (conselheiro de Administração do Grupo Galvão) e Dario de Queiroz Galvão Filho (presidente do Grupo Galvão). Eles devem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa. Na mesma ação também são réus o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira ("laranja" de Youssef).
Com mais essa decisão, chega a 19 o total de réus da sétima fase da Operação Lava Jato. Outros 20 denunciados devem se tornar réus na Justiça Federal do Paraná até a próxima sexta-feira, quando se inicia o recesso do Judiciário. Segundo aponta o juiz, "para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de dinheiro por Alberto Youssef e por outros profissionais da lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto escalão da Petrobras".
Conforme os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), a Galvão Engenharia teria participado de um esquema que desviou recursos da Petrobras na quantia de R$ 256,5 milhões. Deste total, R$ 46 milhões somente relacionados à diretoria de Abastecimento da estatal.

TESTEMUNHAS

As primeiras audiências deste processo estão marcadas para os dias 9 e 10 de fevereiro. As testemunhas de acusação do MPF serão as primeiras a serem ouvidas pelo magistrado, e são as mesmas que foram convocadas para as oitivas referentes à ação penal dos executivos da OAS, incluindo os executivos delatores da Toyo Setal, e funcionários e ex-empregados da Petrobras.
(R.C.J.)

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