O advogado Newton Moratto negou as acusações feitas ontem pelo ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido). ‘‘Não fui eu quem fui preso, os documentos foram roubados e utilizados indevidamente. Isso aconteceu há mais de 14 anos, e eu só soube que esses documentos haviam sido roubados quando a sentença já estava em fase de prescrição’’, justificou.
De acordo com Moratto, ele somente tomou conhecimento da ação penal há cerca de oito anos, através de um advogado de Arapongas.
‘‘O que eu pretendo é promover uma queixa-crime contra ele (Belinati) por estar difamando a minha honra indevidamente na cidade de Londrina, quando na verdade ele teria que explicar onde está o dinheiro que ele roubou dos cofres municipais de Londrina’’, disse o advogado, que também deverá impetrar ações cíveis contra Belinati.
Moratto afirmou que também irá verificar quem teria fornecido a cópia do processo ao ex-prefeito. Segundo o advogado, uma vez prescrita a sentença, o processo é arquivado e não se pode mais dar publicidade.
‘‘O que o prefeito fez é só uma maneira de tentar intimidar o Movimento, de me intimidar, mas nós vamos continuar fazendo o mesmo papel, que redundou na sua cassação’’, concluiu Moratto.
O presidente do Conselho Maior da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, afirmou que o Movimento pela Moralidade irá se reunir amanhã, com Moratto, para discutir quais as medidas que serão tomadas contra as declarações do ex-prefeito.
‘‘O que nós precisamos é que o Belinati, no seu devido lugar de acusado de desvio de verbas públicas, até porque nós temos acusações do Tribunal de Contas de desvio de finalidade, o Ministério Público acusando, que ele responda onde estão os R$ 200 milhões de Londrina’’, afirmou Orsi. (C.O.)

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