Dez integrantes do grupo ‘‘Moralização’’ de Londrina estiveram reunidos ontem de manhã com quatro promotores. Além de reiteirar o apoio ao trabalho do MP, eles foram pedir que novas ações sejam propostas, mesmo durante as férias forenses, já que alguns citados podem se candidatar à Câmara. ‘‘Queremos uma campanha eleitoral limpa, transparente, que a população tenha conhecimento de todos os envolvidos para que possa avaliar quem é quem’’, afirmou o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto.
Segundo ele, os promotores contaram uma ou outra ação poderia até ser proposta ontem, mas que não estariam fazendo isso justamente por causa das férias forenses. ‘‘Eles disseram que por causa das férias, talvez não houvesse o acompanhamento necessário, mas afirmaram que o início de agosto deverão propor novas ações’’, relatou.
O presidente do conselho ressaltou que a visita serviu também para demonstrar que o movimento continua vigilante, mesmo após a cassação de Antonio Belinati. ‘‘A cassação era o nosso objetivo imediato, mas não o principal’’, afirmou. ‘‘O objetivo principal do movimento é o desenvolvimento da cidadania’’, disse.
O grupo conversou com os promotores Antonio Winkert, Bruno Galatti, Cláudio Esteves e Solange Vicentin. Além deles, o promotor de Assaí, Renato de Lima Castro, e o promotor Leonyr Batisti também participam das investigações, que tiveram início em fevereiro de 99. O MP já propôs uma medida cautelar e quatro ações civis de improbidade administrativa contra várias pessoas.

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