O Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina entregou ontem ao Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), documentos que resgatam o caso AMA/Comurb. São entrevistas e documentários registrados pela imprensa local e reproduzidos em 47 fitas de vídeo, mais de 50 horas de fitas cassete, jornais e cópias de depoimentos colhidos pelo Ministério Público há mais de um ano.
Todo esse material será catalogado e colocado à disposição da comunidade, no mínimo, em seis meses, conforme previsão da coordenadora do CDPH, Enezila de Lima. Para garantir a durabilidade dos documentos a universidade vai microfilmar tudo e guardá-lo num armário climatizado doado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
‘‘É uma forma de recuperar a vida de cidadãos anônimos que fizeram a história e participaram das lutas pelo poder’’, explicou a coordenadora. Para o advogado Carlos Roberto Scalassara, um dos integrantes do movimento, o arquivamento desse material vai multiplicar seu valor e incentivar os jovens a manter as manifestações políticas contra a corrupção.
‘‘É a preservação de um fato histórico muito importante, nascido do casamento perfeito entre a sociedade adormecida e a força dos meios de comunicação, onde perdeu quem pensou que podia manipular a imprensa’’, disse o padre Manoel Joaquim, também integrante do movimento.
Segundo o ex-presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, tudo o que foi entregue à UEL já é conhecido pela Justiça. São informações sobre a compra de marmitex durante a campanha eleitoral de 98, irregularidades na venda das ações da Sercomtel para a Copel e contratação do show da Xuxa para a inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI). O prefeito Antonio Belinati (PFL) foi cassado pela Câmara por promoção pessoal e gastos excessivos na realização da publicidade do PAI.

mockup