Moralização
Fim da festa. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Congresso aprovou na quarta-feira passada um projeto de resolução do senador reeleito Osmar Dias (PDT) que impede senadores denunciados perante o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de renunciarem antes da conclusão do processo, voltando a concorrer em eleições posteriores. A proposta de Osmar diz que o processo de cassação de senador começa a partir do conhecimento da denúncia ou através de representação pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, desde que as acusações que precisam ser investigadas não sejam anônimas ou de origem desconhecidas.
Ilegalidade
O Tribunal de Contas do Estado (TCE), através da Segunda Inspetoria de Controle Externo, acaba de fazer uma curiosa impugnação de despesas na Secretaria de Estado do Planejamento. O ato tem por base a contratação de um estrangeiro, com visto de turista, para cargo de confiança. A.F. recebeu mais de R$ 17 mil em salários, incluindo encargos, este ano e só foi demitido, em julho, após a secretaria ter sido multada pela Polícia Federal em R$ 2.483,26.
Ressarcimento
No pedido de impugnação, os inspetores dão 30 dias para que os titulares da secretaria no período Miguel Salomão, Antoninho Caron e Yara Eisenbach restituam aos cofres estaduais o total de salários pagos, mais o valor da multa. A.F. tinha um cargo DAS-2 e trabalhou por um período de seis meses. Em outro país o estrangeiro seria deportado e o contratante penalizado, alertou o TCE.
Cautela
O atual governo se propôs a rever o iminente reajuste de 11% nas tarifas de padágio cobradas nas rodovias do Anel de Integração, na reunião com a equipe de transição do governador eleito Roberto Requião (PMDB), mas o discurso oficial é de muita cautela, de não atrito com as concessionárias.
Sem precipitação
O secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, tem dito que qualquer decisão em relação à concessão de rodovias no Paraná tem de ser tomada com cautela para que não haja interrupção do cronograma de obras. ''Nossa recomendação é para que não haja precipitação'', tem aconselhado ao vice-governador eleito, deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), o chefe da equipe nomeada por Requião.
Posição firme
A equipe de transição designada pelo governador Jaime Lerner (PFL) não abre mão e na próxima reunião dos grupos, marcada para a semana que vem, vai reforçar o interesse no termo de compromisso de Requião, assumindo os riscos de uma suspensão de contratos firmados pela Sanepar, a companhia de saneamento no Estado. O governo Lerner não quer ficar com a pecha de que suspendeu o ParanaSan, que envolve recursos externos na ordem de R$ 390 milhões e que tem como meta melhorar o saneamento na Grande Curitiba.
Surreal
Cena surreal, mas bem possível de acontecer, haja vista o temperamento de nossos políticos: Lerner passando o bastão para Requião e ambos trocando apertos de mãos e tapinhas nas costas.
Recuo
O vazamento do plano do senador e candidato ao governo derrotado nesta eleição, Alvaro Dias, de deixar o PDT para retomar o PSDB no Estado, desacelerou o processo de migração. Tudo para não bater de frente com o vice-prefeito de Curitiba e também derrotado em 6 de outubro, Beto Richa, e o presidente estadual dos tucanos, Basília Villani. Tanto Beto quanto Villani, adversários de Luiz Carlos Hauly um dos suportes do projeto político de Alvaro , ainda têm muita influência dentro do PSDB. A ordem é cuidado com os cristais.
Baterias
Os professores da rede pública de ensino aproveitam o feriadão para recarregar as baterias. Na semana que vem, retomam as negociações com o governo. O clima na categoria é de total descontentamento. O governo não repassou promoções prometidas a 15 mil professores. O quadro, para uma conversa civilizada, ficou menos atrativo ainda nesta semana, quando descobriu-se que 900 professores, contratados pela Paraná Educação, estão sem receber desde setembro, quando foram empregados.
Está na convenção
Os motoboys de Curitiba não precisam aguardar o desfecho da votação em torno do projeto de lei que obriga a contratação de seguro de vida e de invalidez permanente para os serviços de entrega que utilizam motocicletas, apresentado na Câmara dos Deputados e que aguarda ser distribuído para as comissões competentes. O projeto, que obriga empresas que têm motoboys próprios e que prestam serviço com motoqueiros a terceiros a pagarem um seguro de vida para os profissionais, já está previsto em convenção coletiva de trabalho.
Prêmio
O seguro de vida pago a alguns motoboys da cidade, por exemplo, estabelece um prêmio de R$ 15 mil para o beneficiário, bem maior que as 30 vezes o salário da categoria, exigido no projeto que tramita em Brasília. O piso dos motoboys em Curitiba é de R$ 315,00.
Perguntinha
Osmar Dias segue Alvaro Dias no retorno ao PSDB?
Leandro Donatti e sucursais
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