Moradores tentam impedir operação de aterro
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Aliança para o Desenvolvimento da Caximba (Adecom) protocolou ontem no Tribunal de Justiça (TJ) um mandado de segurança contra a liminar que permite à Prefeitura de Curitiba a continuar a operar o Aterro da Caximba. A entidade quer que o plano de encerramento do aterro seja respeitado, o que implicaria na desativação do local no fim deste ano. O juiz (Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, que concedeu a liminar favorável ao Município) foi induzido a erro pela Prefeitura, defende a advogada Ana Luiza Chalusnhak, uma das responsáveis pelo processo.
A tese da Adecom é de que Macedo teria concedido a liminar sem saber que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) tinha autorizado o plano de encerramento do aterro. O que foi negado à Prefeitura foi o uso de lixo para fazer a reconformação geométrica, esclarece a advogada. Eles estão tentando colocar lixo numa área desativada desde 2005 sem analisar o impacto ambiental disso no entorno, completa o presidente da organização, Jadir Silva de Lima.
O mandado de segurança, explica Lima, tem o objetivo de proteger a população da região dos danos que podem ser causados pela operação prolongada do aterro. Só no entorno da Caximba temos entre 2,5 a 3 mil pessoas morando. Mas até dez mil moradores da região estão expostos a poluição causada pelo lixo, aponta.
O IAP diz que ainda não foi notificado da decisão, que foi emitida no último dia 13 de novembro. Certamente vamos recorrer porque essa liminar está permitindo que um crime monstruoso seja perpretrado, diz o diretor-presidente do IAP, Victor Hugo Burko.


