A sede da Polícia Federal de Curitiba, no bairro Santa Cândida, vive uma miscelânea de sentimentos pró e contra Lula. A iminência de um conflito de grandes proporções levou a Justiça do Paraná a proibir a presença de manifestantes no entorno do órgão. O entendimento do juiz Ernani Mendes Silva Filho é que a decisão "evitaria confrontos e depredação do patrimônio público e privado". Mesmo assim, nove pessoas, incluindo um bombeiro, ficaram feridas quando Lula chegou. Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas pelas forças de segurança para dispersar a população.

Desde o último sábado, o local abriga o início do cumprimento de pena do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá (SP). Ele teve a ordem de prisão expedida pelo juiz federal Sérgio Moro na quinta passada, mas só se entregou dois dias depois. Neste período, o político ficou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, com aliados e militantes do PT (Partido dos Trabalhadores).

Imagem ilustrativa da imagem Moradores querem mais segurança no entorno da Polícia Federal de Curitiba
| Foto: Heuler Andrey/AFP


Nesta segunda, um movimento batizado como "Acampamento Lava Jato" emitiu um comunicado cobrando providências da Prefeitura de Curitiba quanto à instalação de barracas de militantes petistas. Segundo a advogada Paula Milani, coordenadora do grupo, a ordem judicial também não estaria sendo cumprida. "Os moradores estão desesperados com a falta de segurança. Também há muita sujeira no Santa Cândida. Eles não estão tendo o direito de ir e vir respeitado", ponderou. A organização favorável às investigações é composta por aproximadamente 50 pessoas.

A reportagem não conseguiu contato com o presidente do PT no Paraná, o deputado federal Dr. Rosinha, assim como a assessoria da Prefeitura de Curitiba. Já a comunicação do governo estadual tratou a reunião com representantes do setor municipal como "administrativa e sem novidade". O esquema montado na região não será alterado.

(atualizado às 19h)

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