Cerca de 40 moradores dos bairros Moema, Farid Libos, Novo Amparo, Jardim Felicidade e Santa Luzia (Zona Norte) se reuniram ontem pela manhã em frente à Unidade Básica de Saúde Novo Amparo/Moema para protestar contra o fechamento do posto. A unidade está de portas trancadas desde o começo da greve dos servidores municipais, no dia 8 de agosto.
''O problema é que tem gente indo ao PAM (Pronto Atendimento Municipal) ou outros postos que estão abertos e é orientado a voltar para o posto que atende o bairro onde mora. Mas como, se está fechado?'', questionava em tom indignado o presidente da Associação de Moradores do Jardim Felicidade, Milton Pereira.
A dona-de-casa Márcia Chaves tem levado a filha de quatro anos para receber atendimento em Ibiporã. ''O pai dela mora lá. Só assim ela consegue atendimento. Para minha mãe, que precisa de remédio, eu tenho que ir no posto do Maria Cecília. Só que é longe e o remédio só dura dois dias'', desanimou.
A irmã dela, Maria Eunice Chaves, chama a atenção para a relação da comunidade com a UBS. ''Se fosse em qualquer lugar, o posto já teria sido roubado e quebrado. A gente cuida porque sabe que é importante. Mas até quando o povo vai aguentar?'', indagou.
A Secretaria Municipal de Saúde, informou através da assessoria de comunicação, que estão sendo tomadas as medidas possíveis para que as unidades de saúde voltem a funcionar, mas que não é possível abrir uma UBS sem pelo menos uma equipe para atendimento.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) Marcelo Urbaneja descartou a possibilidade de serem feitos plantões de atendimento nas unidades que estão fechadas desde o começo da greve. ''O que podemos orientar é que as pessoas se mobilizem e cobrem o serviço público junto à prefeitura'', declarou.

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