Moradores de um prédio em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros de Maringá, onde está preso o ex-secretário Luis Antônio Paolicchi, fizeram plantão ontem pela manhã no local. ‘‘A gente quer ver o cara’’, disse o estudante Mário Miossuta, que garantiu não morar no bairro. ‘‘Estou aqui apenas com o pessoal.’’
No Bar da Tia Geralda, na rua lateral, um grupo de seis pessoas tomava cerveja e falava sobre o caso. ‘‘Acho que esse rolo todo só divulga o nome da cidade. Não sei se o cara devia ficar preso’’, afirmou o aposentado Geraldo Mioto. ‘‘Se a gente for embora sem pagar a cerveja vai preso e o cara rouba um monte e tem que ficar livre?’’, perguntou um amigo dele, que se identificou apenas como Luiz.
A comerciante Rose Meirelles, que tem uma banca de jornais e revistas em frente à entrada principal do quartel, disse que os jornais com a notícia da prisão do ex-secretário da Fazenda de Maringá foram vendidos rapidamente. ‘‘Todos acabaram logo cedo e foi difícil conseguir mais exemplares’’, contou. Ela acredita que na sexta-feira à tarde, mais de 50 pessoas aguardaram a chegada de Paolicchi. ‘‘O pessoal ficou frustrado porque ele entrou pela porta da outra rua’’, revelou.
Alguns comerciantes da Zona 7, bairro onde fica o quartel, estão otimistas em relação ao aumento de vendas em restaurantes, lanchonetes e na banca de jornais e revistas. Eles estão de olho nas possíveis compras que o ex-secretário da Fazenda possa vir a fazer. ‘‘Ele (Luis Antônio Paolicchi) vai virar atração no bairro’’, dizia anteontem o comerciante Adérito Pedro Martins, que mora na Zona 7 há 40 anos e mantém loja que vende artigos para floriculturas.
O tenente-coronel Almir Porcides Júnior, comandante do Corpo de Bombeiros, considerou normal o movimento de ontem. Ele lembrou que em relação ao número de pessoas que esperaram a chegada de Paolicchi anteontem, o movimento ontem de manhã pôde ser considerado normal. (M.Z.)

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