Moradores fazem plantão no quartel
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de dezembro de 2000
De Maringá 
Moradores de um prédio em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros de Maringá, onde está preso o ex-secretário Luis Antônio Paolicchi, fizeram plantão ontem pela manhã no local. A gente quer ver o cara, disse o estudante Mário Miossuta, que garantiu não morar no bairro. Estou aqui apenas com o pessoal.
No Bar da Tia Geralda, na rua lateral, um grupo de seis pessoas tomava cerveja e falava sobre o caso. Acho que esse rolo todo só divulga o nome da cidade. Não sei se o cara devia ficar preso, afirmou o aposentado Geraldo Mioto. Se a gente for embora sem pagar a cerveja vai preso e o cara rouba um monte e tem que ficar livre?, perguntou um amigo dele, que se identificou apenas como Luiz.
A comerciante Rose Meirelles, que tem uma banca de jornais e revistas em frente à entrada principal do quartel, disse que os jornais com a notícia da prisão do ex-secretário da Fazenda de Maringá foram vendidos rapidamente. Todos acabaram logo cedo e foi difícil conseguir mais exemplares, contou. Ela acredita que na sexta-feira à tarde, mais de 50 pessoas aguardaram a chegada de Paolicchi. O pessoal ficou frustrado porque ele entrou pela porta da outra rua, revelou.
Alguns comerciantes da Zona 7, bairro onde fica o quartel, estão otimistas em relação ao aumento de vendas em restaurantes, lanchonetes e na banca de jornais e revistas. Eles estão de olho nas possíveis compras que o ex-secretário da Fazenda possa vir a fazer. Ele (Luis Antônio Paolicchi) vai virar atração no bairro, dizia anteontem o comerciante Adérito Pedro Martins, que mora na Zona 7 há 40 anos e mantém loja que vende artigos para floriculturas.
O tenente-coronel Almir Porcides Júnior, comandante do Corpo de Bombeiros, considerou normal o movimento de ontem. Ele lembrou que em relação ao número de pessoas que esperaram a chegada de Paolicchi anteontem, o movimento ontem de manhã pôde ser considerado normal. (M.Z.)


