Irritados com a postura da administração em não negociar o fim da greve - que hoje completa 79 dias -, moradores do Conjunto Cafezal 4 (Zona Sul de Londrina) foram ontem em comitiva à Câmara de Vereadores pedir apoio pela reabertura da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro.
Com faixas e pronunciamento no plenário, eles lotaram uma das galerias do Legislativo e reclamaram da morosidade na solução do problema. Segundo a presidente do conselho de Saúde local, Alzira de Jesus Moraes, a população se sente ''abandonada, jogada às moscas''. ''O posto está servindo para abrigar mendigos - não tem médico, nem remédio, e acreditamos que é função dos vereadores exigir que o prefeito aja. Seja para terceirizar aquilo lá ou para negociar com grevista, escondido é que ninguém pode ficar'', reclamou Alzira, conforme a qual a população que era atendida na UBS do Cafezal 4 tem se deslocado à do Parque Ouro Branco e enfrentado até cinco horas na fila de espera.
Semana passada, o prefeito Nedson Micheleti (PT) lamentou decisão de primeira instância que proibira apenas a realização de piquetes nos postos - o Ministério Público (MP) havia entrado com ação pela reabertura integral das unidades. O caso depende agora de decisão do Tribunal de Justiça (TJ). Mesmo assim, Nedson destacou, na ocasião, que a Prefeitura já vinha fazendo o possível para não prejudicar o atendimento. Entre as medidas, citou o funcionamento de postos ''estratégicos''.
A comissão de Seguridade Social da Câmara agendou para hoje, às 10h30, uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Saúde para estudar o caso e encontrar uma alternativa. ''Queremos saber a extensão do prejuízo e ver se podem, por exemplo, reforçar a ação dos profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) no local'', adiantou o presidente do grupo, vereador Tercílio Turini (PPS).

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