Moradores devem contestar cobrança, sugere Sella
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quarta-feira, 01 de junho de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Os moradores do Jardim Santiago II (Zona Oeste de Londrina) que considerarem abusiva a cobrança de asfalto no bairro podem entrar com uma contestação administrativa na Prefeitura, que o processo de execução judicial contra eles é suspenso imediatamente. A sugestão foi dada pelo secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, que afirmou desconhecer o porquê de os carnês apresentarem valores distintos para moradores do mesmo bairro.
Em matéria publicada ontem na Folha, moradores do Santiago II questionaram a cobrança do asfalto realizado no bairro em 1996, na administração de Luiz Eduardo Cheida. Na última terça-feira, um grupo deles protocolou pedido de providências junto à Promotoria de Defesa do Consumidor contestando faturas que chegam a R$ 1.465, am alguns casos, e a quase R$ 2.400, em outros. Vizinhos de uma mesma rua apresentaram contas até R$ 60 diferentes uma da outra.
De acordo com Sella, o lançamento dessas cobranças é de 1998, mas, diferentemente do informado por ele na semana passada quando prestou esclarecimentos sobre o caso na Câmara de Vereadores , a execução judicial passa a valer a partir do próximo dia 20. ''Na verdade, dia 31 (de maio) era o prazo para que acertassem sem ser citados. Mas se alguém que ainda não nos procurou para quitar ou parcelar a dívida, pode contestá-la individualmente que a execução é interrompida'', sugeriu.
Segundo o secretário, a determinação dos valores lançados considera não só a metragem do terreno no caso do Santiago II, 200 m2 cada um , como a localização dele dentro do bairro. ''Trata-se, por exemplo, se a área é de esquina, de fundo de vale, comercial, onde passa ônibus'', exemplificou Sella, para ressaltar que, no caso em questão, quem já buscou negociar o que deve não terá direito a revisão.
Alguns moradores também reclamaram da qualidade do asfalto em algumas ruas em uma delas, rachaduras no pavimento evidenciam uma camada bem pouco espessa de massa asfáltica. ''Em questão de asfalto é natural o deterioramento, mas já mandei gente lá para verificar'', resumiu.


