Montesinos é condenado a 9 anos
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segunda-feira, 01 de julho de 2002
Agência EFE 
Lima O ex-assessor presidencial peruano Vladimiro Montesinos foi condenado ontem a nove anos e quatro meses de prisão pelo crime de abuso de poder, na primeira sentença ditada entre os 65 processos abertos na justiça do Peru. A sentença foi ditada pelo juiz anticorrupção Saúl PeÀa Farfán na penitenciária da Base Naval del Callao, onde o ex-assessor presidencial permanece detido desde junho do 2001, depois de ser capturado na Venezuela.
Montesinos, de 57 anos, foi condenado por abuso de poder das funções de chefe real do Serviço de Inteligência Nacional (SIN) durante a presidência de Alberto Fujimori (1991-2000). O juiz PeÀa decidiu também que o ex-assessor fosse inabilitado por dois anos para exercer sua profissão de advogado e o pagamento de uma reparação ao Estado de US$ 2,8 milhões.
Montesinos, que permaneceu em silêncio durante a leitura da sentença, manifestou que se reserva o direito de apelar da sentença. Entre outros crimes, o ex-assessor é acusado de tráfico ilícito de drogas, lavagem de dinheiro do narcotráfico, enriquecimento ilícito, desvio de dinheiro público, corrupção de funcionários, suborno, tráfico de armas. Também por crimes de lesa-humanidade, lesões graves, abuso de autoridade, descumprimento de deveres, corrupção passiva, extorsão, tráfico de influências, falsificação de documentos e falsidade genérica.
Pinochet O Tribunal Supremo do Chile confirmou ontem o encerramento do processo contra o ex-ditador Augusto Pinochet no caso da ''Caravana da Morte'' em função de sua ''demência vascular'', informaram fontes judiciais. A decisão foi adotada por quatro votos contra um pelos juízes da II Vara Penal do máximo tribunal chileno.
O Supremo rejeita, assim, um recurso da acusação contra a decisão de um tribunal de apelações de Santiago, em julho do ano passado, que isentou o senador vitalício deste processo. Pinochet era processado pelo juiz especial Juan Guzmán Tapia por acobertar 57 homicídios e 18 sequestros qualificados no caso da ''Caravana da Morte'', um esquadrão militar que em 1973 executou sem julgamento dezenas de presos políticos em diversas cidades do Chile.


