Monomotor perdido revela que defesa de Bush é frágil
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quinta-feira, 20 de junho de 2002
Agência Folha 
Washington Um avião sem contato com as torres do aeroporto entrou no espaço aéreo de Washington na noite de anteontem. Caças F-16 foram enviados para interceptá-lo e a Casa Branca foi esvaziada. No fim, era apenas um monomotor perdido, mas um sinal preocupante permaneceu: se fosse um atentado, os caças não conseguiriam alcançar a aeronave antes que ela se lançasse sobre a Casa Branca.
Segundo autoridades, o monomotor, um Cessna-182, passou a poucos quilômetros da residência oficial do presidente, enquanto os jatos da base aérea de Andrews, em Maryland, estavam a uma distância que poderia ser coberta em no mínimo 15 minutos. Ou seja, os caças não conseguiriam interceptar o Cessna.
Precisamos de uma área maior de segurança ou então uma força de combate voando constantemente perto da Casa Branca, disse uma da autoridade. Patrulhas aéreas constantes sobre Nova York e Washington foram montadas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, mas acabaram interrompidas em abril por causa dos altos custos das operações e da dificuldade de manter tripulações ativas.
Durante o alerta, o Serviço Secreto esvaziou a Casa Branca em poucos minutos, mas o presidente George W. Bush e sua mulher, Laura, ficaram no local. O presidente não foi informado do acontecido nem colocado em um local de segurança porque isso não se justificaria pela natureza da ameaça, disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
O avião, entretanto, violou as regras do espaço aéreo da capital, que exigem que aeronaves sobrevoando Washington mantenham uma altitude mínima de 5.500 m. Os caças escoltaram o monomotor até que ele pousasse em Richmond, na Virgínia.


