Momento oportuno para votar é motivo de divergência
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de junho de 2001
De Brasília 
A divergência maior no Congresso diz respeito ao momento de votar a reforma política. Miro Teixeira, assim como o governador Itamar Franco, defende protelar o assunto para uma discussão no âmbito de uma reforma constitucional. Teixeira diz que uma Constituinte não a chame de miniconstituinte, por favor faz-se necessária a partir de 2003. Imaginar que uma reforma política seja feita em 60 dias (agosto e setembro), na melhor hipótese, é um risco. Não há circunstância política para isso.
Aqui não há acordo nem mesmo na oposição. Uma Constituinte traria uma insegurança jurídica e política muito grande para o País, diz José Genoino. A culpa dos problemas atuais do Brasil não é da Constituição. Ele acha que o Congresso sofrerá grande renovação em 2002 e aí sim as revisões poderão começar a ser discutidas. Não adianta uma reforma política meia-sola. O governo se mostra favorável à idéia de uma Constituinte, mas não lutará por ela. Marco Maciel diz que as emendas que estão na Câmara iniciariam uma reforma política inadiável: A hora é agora.
O governo afasta a hipótese de apoiar agora medidas que seriam do gosto do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro da Saúde José Serra, como a adoção do voto distrital misto e do regime parlamentarista. Maciel, que é a favor do voto distrital misto e contra o parlamentarismo, acha que esses são temas para o próximo Congresso. Primeiro devemos reformar o sistema eleitoral e partidário, com exceção do voto distrital misto, muito difícil de implementar neste momento. (A.E.)


