Campo Grande - O deputado federal Waldemir Moka Miranda Britto (PMDB-MS), figura como réu em oito processos, na pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Todos são impetrados pela Vara de Execução Fiscal da Fazenda Pública Municipal de Campo Grande, principalmente cobranças de dívidas de IPTU (Imposto Territorial e Urbano) não pagas há pelos menos quatro anos.
Segundo a assessoria do parlamentar em Brasília, Moka desconhece totalmente a existência dos processos e nunca foi notificado em nenhum. Acreditam os assessores, que o caso pode ser esclarecido, assim que o deputado tomar conhecimento do assunto através de explicações oficiais. Adiantaram existir ainda outros dois processos, contra a Executiva Estadual do PMDB, que foram arquivados pelo Supremo Tribunal Federal.
Sobre a pendência com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, disseram que o assunto deve ser relacionado à doação de dois terrenos situados no bairro Rita Vieira, periferia de Campo Grande, para a Associação de Murtinhens, entidade que congrega pessoas nascidas em Porto Murtinho, cidade natal do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.
Conforme informações do assessor identificado como Antônio Carlos ''as áreas foram repassadas à entidade, a qual passou a ser responsável pelo pagamento de impostos e taxas que incidem sobre o bem. Tanto que o deputado Waldemir Moka jamais recebeu notificação sobre tais processos.
Sobre os outros dois processos, referem-se à privatização do porto de Murtinho pela família do ex-governador Zeca do PT. Um deles movido por Zeca do PT e outro pelo irmão do ex-governador Heitor Miranda, ambos beneficiados na operação.

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