Curitiba - O presidente da Ferroeste, Martin Roeder, disse que o novo modelo de gestão da ferrovia será debatido com entidades que representam o setor produtivo. O que já está descartado de antemão é o Estado assumir a administração da Ferroeste, comprando máquinas e contratando maquinistas. Roeder disse que uma solução deve ser encontrada a curto prazo.
Isso porque o escoamento da safra, que já começou, também depende do transporte ferroviário, apesar de a maior parte do escoamento da produção ser feita por caminhões. O diretor administrativo, financeiro e jurídico da Ferroeste, Samuel Gomes dos Santos, comentou que se a Ferroeste estivesse em melhores condições, as filas de caminhões em direção ao Porto de Paranaguá poderiam ser minimizadas.
A Ferroeste foi construída em parceria com o Exército brasileiro, o que barateou os custos. A área de influência da Ferroeste abrange o Sudoeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e as regiões produtoras de grãos e cereais do Paraguai e Argentina. A Ferroeste, vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes, é uma empresa de economia mista, e tem no Estado seu maior acionista. (M.D.)

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