Modelo proposto previa praça a cada 47,9 Km
Baseados no estudo encomendado durante o governo Requião, a assessoria da campanha de Lerner já tem um comparativo pronto para o governador e aliados despejarem nos seus comícios. De acordo com o levantamento, o programa de cobrança cogitado durante o governo Requião previa investimentos anuais de R$ 16,5 mil por quilômetro de rodovia. As empresas concessionárias do Anel de Integração vão injetar, de acordo com os cálculos do governo, R$ 71,5 mil por quilômetro, num total de R$ 4 bilhões em 24 anos, contrargumentam.
Alegam também os lerneristas que a proposta de Requião não contemplava nenhum trecho de estradas com obras de duplicação. O Anel de Integração, implantado pelo atual governo prevê duplicação de quase mil quilômetros de rodovia, diz nota distribuída pela assessoria do governador. Outro ponto levantado dá conta que o projeto desenvolvido e logo abortado durante a gestão Requião previa a instalação de 26 praças de pedágio, distribuídas em 1.247 quilômetros. O que equivale a uma a cada 47,9 quilômetros, em média. O Anel de Integração tem o mesmo número de praças, só que abrange o dobro de rodovias em quilometragem, alegam os governistas.
O estudo feito no governo Requião previa ainda um ganho operacional para caminhões que trafegassem pelas rodovias recuperadas de US$ 0,16 por quilômetro. O valor é inferior ao apurado pela Tectran - a empresa mineira que presta consultoria às concessionárias do Anel - que é de U$ 0,18 por quilômetro. Os lerneristas pretendem lembrar também que o estudo concorda que a definição do valor da tarifa pelo número de eixos do veículo é a forma mais coerente.
Na última sexta-feira o governador Jaime Lerner anunciou que a reavaliação das tarifas cobradas nas praças de pedágio será o próximo passo do governo. Mas a revisão vai depender de um acordo com as concessionárias.(L.D)





