Modelo brasileiro para todos os anos
Diante da falta de um indicador nacional para medir anualmente o desenvolvimento das cidades brasileiras, a Firjan decidiu desenvolver o IFDM para avaliar o impacto de políticas municipais. Inicialmente o projeto se restringia ao Estado do Rio, mas, com a definição de plataformas confiáveis, os técnicos decidiram aplicar a metodologia ao resto do País.
A meta era obter um medidor anual parecido com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), da Organização das Nações Unidas (ONU), que só é possível a cada dez anos. Como ele, o IFDM centrou a avaliação no tripé renda, educação e saúde. Os resultados variam entre 0 e 1. Quanto mais alto, maior o desenvolvimento.
Os técnicos da Firjan tentaram agregar dados à metodologia simplificada do IDH. Em vez de avaliar o PIB per capita, optaram por emprego e renda, medidos por geração de emprego formal e salários médios até três mínimos. No lugar da longevidade do quesito saúde, foram avaliados consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas e mortes infantis evitáveis.
Em vez da considerar apenas taxa geral de matrícula, a educação foi avaliada no ranking IFDM pela abrangência da educação infantil e por itens qualitativos como a taxa de abandono, de distorção idade/série, professores com curso superior, média de horas-aula e o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os dados foram colhidos nos órgãos dos ministérios da Saúde, Trabalho e Educação. (A.R.)





