A MM Consultoria, Construções e Serviços, que executa o serviço de coleta do lixo doméstico em Londrina, rebateu as afirmações do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Alberto Geirinhas. Segundo a empresa, Geirinhas teria se equivocado ao dizer que a planilha anterior, utilizada para embasar os contratos emergenciais com a MM, tem ''gordurinhas'' que precisaram ser cortadas para manter o preço para a nova licitação do serviço.
Ao justificar a manutenção do teto em R$ 1,1 milhão, Geirinhas afirmou, em entrevista à FOLHA, que ''a planilha incluía carros, viagens e hospedagens para diretores da empresa''. O responsável técnico da MM, Raimundo Paiva, negou. ''Nunca houve esses benefícios previstos em planilha. Posso provar que todas as vezes que precisei vir para cá tudo foi pago pela empresa.''
Em entrevista anteontem à FOLHA, Geirinhas evitou dar mais detalhes sobre o que qualificou como ''excesso''. O contrato da MM se encerra no próximo dia 26 de junho. ''Não é maneira de tratar a empresa, precisa ter equilíbrio para falar as coisas.'' A MM também protocolou ontem à tarde na CMTU uma carta refutando as declarações de Geirinhas.
O valor previsto para a licitação aberta pela companhia também foi contestado pelo representante da MM. ''Também quero ver essa nova planilha, entender como chegaram a esse valor que considero baixo em relação ao custo da coleta.'' Ele afirmou que a empresa ainda não definiu se vai participar da disputa.

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