O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, anunciou na manhã de ontem que o município de Londrina fez novo contrato emergencial para recolhimento do lixo domiciliar com a empresa M.M. Consultoria, Construções e Serviços, no valor de R$ 1,080 milhão, com validade de 180 dias. Nadai afirmou ter feito cotação de preços com quatro empresas, porém, os nomes delas e os valores oferecidos não foram divulgados. Durante toda a tarde de ontem, a FOLHA tentou obter acesso aos orçamentos, mas a assessoria não disponibilizou os documentos.
A realização de orçamentos antes um novo contrato emergencial foi uma recomendação do Ministério Público, porém, o pedido era para que pelos menos as 13 empresas que retiraram o edital da licitação suspensa em fevereiro fossem convidadas para apresentar seus preços. O promotor Renato de Lima Castro não comentou o cumprimento parcial da recomendação, mas afirmou que tal fato será apurado.
''Foi feita uma nova cotação, as empresas apresentaram propostas em cima de uma valor máximo proposto por nós. A proposta mais barata foi da empresa que vem prestando o serviço - M.M. Ela já apresentou a documentação, está tudo certo, o contrato foi assinado e publicado hoje (ontem)'', explicou Nadai acrescentando que este contrato também prevê que a M.M. recolha os rejeitos da coleta seletiva diretamente nos barracões das cooperativas.
Sobre o edital com valor de R$ 119 milhões, que está suspenso por decisão da Justiça, Nadai disse que a CMTU está fazendo alguns estudos, incluindo a pesagem do lixo. A Justiça entendeu que houve superestimativa da quantidade de lixo a ser recolhida, o que representaria superfaturamento de 23%. ''Temos convicção que aquele é o peso ideal, contudo existe muita divergência, então vamos fazer uma pesagem para comprovar.'' (Colaborou Loriane Comeli)

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