Dois anos e meio depois de ter sugerido um pacto social para o País, o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) acredita que sua proposta enfim pode se concretizar. No início do governo, Teixeira propôs ao presidente Fernando Henrique Cardoso a união das forças políticas do País para um ‘‘pacto social’’. O presidente aceitou publicamente a proposta. Setores governistas e da própria oposição reagiram e o tal pacto ficou só na intenção. Na semana passada, Miro Teixeira surgiu na Câmara com uma nova idéia, desta vez sem nome, e buscando o apoio de vários parlamentares descontentes com o desprestígio e a pouca expressão do atual Legislativo.
A ‘‘agenda comum’’ para o País sugerida pelo pedetista conquistou apoio de quem mais tem a lucrar individualmente com a idéia, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Na quinta-feira Miro anotava as sugestões do vice-presidente Marco Maciel à agenda de prioridades para a Câmara: a federalização dos crimes contra direitos humanos, proposta incluída num projeto do Executivo. Depois conversou com os caciques do PSDB e terminou o dia entusiasmado: ‘‘O Brasil um dia vai passar por um pacto social’’. comentou o deputado. ‘‘O que queremos é uma agenda comum à sociedade e, se o governo não gostar, terá de dizer publicamente porque é contra.’’(AE)

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