Minutos foram de ''muito pavor''
Os vereadores Mauro Cassitas (PMDB) e Jair Milani (PPB) lembraram ontem, aliviados, os minutos de muito pavor que passaram nas mãos dos dois homens armados. Milani disse que apertou o interfone e foi imediatamente atacado quando o portão abriu-se. Colocaram um revólver nas minhas costas e pediram para que eu mandasse abrir o portão, senão me mataríam, disse.
Milani lembrou que os dois homens pediram que ficasse quieto para que pudessem entrar na casa. Ao contrário disso, eu reagi gritando muito, pedindo que não abrissem o portão, mas não adiantou, porque acharam que eu estivesse sofrendo uma agressão, contou.
Milani contou que, por diversas vezes, um dos homens apontava para Pugliesi dizendo que ele era o alvo. Depois que o deputado entrou em luta com um deles e conseguiu trancar-se num quarto, aproveitei um vacilo deles e escapei pelos fundos da casa, através da cozinha, afirmou o vereador.
Cassitas, que já estava na casa, assistindo a um jogo de futebol pela TV, em companhia de Pugliesi, diz que passou por momentos de angústia e muito medo, sofrendo ameaças e morte com uma pistola apontada para a sua cabeça. Foi uma experiência horrível porque o cara estava muito nervoso e me usava para tentar pegar o Waldyr, contou.
Para o vereador, o agressor foi surpreendido, talvez porque, por estar armado, não acreditava em algum tipo de reação. Cassitas disse que no momento em que um dos homens o abandonou para tentar arrombar a porta do quarto, teve a oportunidade para fugir e esconder-se.
Enfiei-me debaixo da mesa da cozinha e com um telefone sem fio liguei para a Polícia Militar, narrou o vereador. Segundo ele, depois de alguns minutos de silêncio, percebeu que os dois agressores haviam saído da casa. Avisei o deputado e logo os policiais já estavam no local. (M.B.)





