Minoritários renovam confiança de recuperação
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quinta-feira, 25 de outubro de 2001
De Curitiba 
O presidente da Associação dos Acionistas Minoritários do Bamerindus, Euclides Ribas, disse ontem que as esperanças de reaver parte dos prejuízos causados pela transferência do controle ao HSBC foram renovadas a partir da explanação de José Eduardo à CPI. Ele se diz otimista com o andamento das ações encaminhadas pelo ex-controlador à Justiça Federal, em Curitiba.
As duas ações, cujo teor não foi revelado por José Eduardo, questionam o processo de intervenção e a falta de informações do governo sobre os procedimentos adotados na época pelo Banco Central. Anteontem, José Eduardo alegou ''sigilo de Justiça'' para não revelar o conteúdo das ações.
Ribas lembrou que os 53.200 pequenos investidores foram prejudicados com a intervenção e não aceitam os valores estipulados pelo BC para o pagamento dos papéis. Ele afirmou que 22,5% do controle acionário estava em mãos de 53.200 minoritários - 80% deles no Paraná - o que, pelos seus cálculos, equivale a R$ 220 milhões.
Na opinião de Ribas, o depoimento de José Eduardo foi esclarecedor, porque até hoje a intervenção não foi satisfatoriamente explicada. ''O processo de transferência foi uma verdadeira medida de força para tirar o banco do Paraná e dá-lo aos ingleses.''
O presidente da entidade disse, ainda, que também deve ser convocado a depor e que tem documentos provando que a intervenção foi arquitetada pelo BC, pelo menos meio ano antes. ''Posso provar que os ingleses já estavam aqui no Brasil em outubro de 1996.'' (R.H.)


