Ministros receberão salários até o fim do ano
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sábado, 30 de julho de 2016
Gustavo Uribe<br> Folhapress 
Brasília - Com direito à chamada quarentena, quase metade da equipe de ministros que integrou o governo federal até o afastamento da presidente Dilma Rousseff receberá salário integral mensal até o fim do ano. O benefício foi conferido até agora a 17 ministros do segundo mandato da petista, 15 dos quais permaneceram na função até a saída dela, e autorizado pela Comissão de Ética da Presidência da República, responsável por analisar as solicitações.
Na lista constam os ex-ministros Aloizio Mercadante (Educação), Jaques Wagner (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Barbosa (Fazenda), Ricardo Berzoini (Governo) e Izabela Teixeira (Meio Ambiente). Nesta semana, o órgão federal concedeu o benefício a Juca Ferreira (Cultura) e a mais dois assessores presidenciais da petista. Receberão remuneração Jorge Messias, o "Bessias", citado em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal entre Dilma e o ex-presidente Lula, e Sandra Brandão, apelidada de "Google do Planalto" por fornecer rapidamente dados governamentais durante os debates televisivos de 2014.
O salário mensal tem sido pago também a ex-presidentes de órgãos públicos, como Aldemir Bendine (Petrobras), Giovanni Queiroz (Correios), Luciano Coutinho (BNDES), Marilene Murias (Ibama), Miriam Belchior (Caixa), Antônio Matos do Vale (Infraero) e Flávio Decat (Furnas).
O órgão federal indeferiu até o momento consultas de quarentena de seis ex-ministros, como Edinho Silva (Comunicação Social) e Alexandre Tombini (Banco Central). No caso deles, não foi constatado conflito de interesse para que exerçam cargos na iniciativa privada. Com mandato no Senado, Kátia Abreu (Agricultura) também não tem direito à remuneração mensal. O benefício foi negado ainda para Alessandro Teixeira, que foi ministro do Turismo por menos de um mês, e Eugênio Aragão, que ficou à frente do Ministério da Justiça por cerca de dois meses. Ao todo, o órgão federal recebeu 213 pedidos de quarentena, dos quais 74 foram aprovados, 102 recusados, cinco arquivados e 32 ainda não definidos.


