Ministros não admitem redução de suas despesas
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Agência Estado Brasília 
Os ministros não trabalham com a hipótese de novos cortes em seus orçamentos deste ano. A maioria deles disse ontem que o ajuste fiscal já foi feito. Todos os cortes já haviam sido feitos pelo Ministério do Planejamento em relação à proposta original deste ano, disse o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. Estamos no osso, resumiu. O ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, não trabalha com a hipótese de novos cortes. Eu não tenho essa espectativa, afirmou. Ao contrário, assegurou, a área econômica já se comprometeu a liberar ao setor até dezembro R$ 350 milhões dos R$ 1,3 bilhão que foram contingenciados em abril.
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, informou que seu orçamento já está ajustado e que não há onde cortar mais. O ministro do Exército, Zenildo Lucena, seguiu o mesmo caminho. Que eu saiba não tem mais onde cortar, afirmou. De acordo com o ministro, o ajuste no Ministério do Exército já foi realizado. O Ministério de Minas e Energia ainda não recebeu da Fazenda e do Planejamento definições sobre o tamanho do corte e as áreas onde eles poderão ser efetuados. Não fomos comunicados sobre que tipo de corte deverá ser feito, afirmou o assessor de Comunicação Social do Ministério, Antônio Nasi Brum.
Os ministros deram outra interpretação à determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso de reduzir gastos, anunciada na reunião ministerial de segunda-feira. Em nenhum momento o presidente falou de corte, mas salientou que todos devem usar melhor os recursos, controlar os gastos e evitar supérfluos, contou o ministro da Saúde. Ele disse que é preciso haver um efetivo controle fiscal e pediu a união de todos os ministros para que o governo se mantenha forte e coeso, acrescentou.
De acordo com Eliseu Padilha, o presidente afastou a possibilidade de que ocorra expansão orçamentária. Assim, fica afastado o pleito do ministro de aumentar as verbas para sua pasta, algo que estava sendo discutido até a sexta-feira passada. O Ministério dos Transportes não deverá também cortar projetos. A política será terminar as obras já em andamento. Não começaremos nada no ano que vem, afirmou Padilha, garantindo que os 14 projetos do Programa Brasil em Ação sob sua responsabilidade estão garantidos. Estão previstas a conclusão de nove dessas obras no próximo ano.


