Brasília - Um dia depois do anúncio de reajuste para os servidores públicos civis, os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, e da Defesa, José Viegas, começaram ontem a discutir uma proposta de aumento para os militares. Em reunião que durou quase uma hora, Viegas apresentou uma proposta inicial de reajuste para a categoria, mas preferiu não revelar o porcentual de aumento reivindicado pelos militares. Antes do encontro com Mantega, ele apresentou a sugestão para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o aval para os estudos.
O início das discussões para reajustar os salários das Forças Armadas pode ajudar a acalmar os militares, que estão inquietos com a falta de aumento. Apesar das conversas, Mantega foi categórico ao afirmar que não há recursos orçamentários para dar aumento aos militares em 2004.
Antes do encontro com Viegas, disse até que a ''questão salarial dos militares não está em discussão no momento'' e que este não era o tema da reunião entre os dois. ''Não há recursos no Orçamento para reajuste de militares. Nesse momento, não está sendo cogitado isso'', afirmou o ministro do Planejamento.
Viegas deixou claro que o impacto orçamentário para o reajuste dos militares é considerável. ''Esse impacto numa categoria ampla como é a dos militares tem de ser muito bem dosado e muito bem medido'', disse o ministro da Defesa. Não há prazo para a conclusão dos estudos sobre o aumento para os militares.

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