Brasília - Em meio à crise financeira internacional, os ministros dos tribunais superiores apelaram ontem para que seja aprovado no Congresso o reajuste salarial para a categoria. A proposta, que aguarda votação no plenário da Câmara, eleva dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.725. O assunto foi tema de reunião do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, representantes dos tribunais, e líderes partidários. O reajuste dos salários dos ministros de tribunais superiores vai gerar aumentos em cascata em todos os salários dos servidores do Judiciário. Estudos preliminares indicam que o impacto na folha de pagamento vai ser de cerca de R$ 92,9 milhões ao ano.
  Participaram da reunião, na Suprema Corte, representantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de Mendes, do STF. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse ontem ser contrário à concessão do reajuste no momento. Segundo o petista, essa posição é ‘‘pessoal’’ e não ‘‘de governo’’.
  Em agosto, Mendes defendeu a concessão de reajuste para os ministros de tribunais superiores. O ministro Ricardo Lewandowski concorda com o presidente do STF, já a ministra Cármen Lúcia, em seminário em Minas Gerais, disse ser contrária ao aumento.

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