Ministros de Lula presidirão as eleições de 2014

"É uma obsessão do Ministério da Saúde"
Ministro Alexandre Padilha (Saúde) sobre a redução do tempo de espera no SUS
Ministros de Lula presidirão as eleições de 2014
O Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral estarão sob o comando de paulistas e muitos ligados ao ex-presidente Lula, em 2014, quando haverá disputa pelos governos estaduais e pela presidência da República. O ministro Dias Toffoli, que foi advogado do PT, assumirá o comando do Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2014, às vésperas da campanha eleitoral, e Ricardo Lewandowski pode assumir no STF.
Antecipação
Lula aposta na antecipação da posse de Lewandowski na presidência do STF, que está prevista apenas para novembro de 2014.
Aposentadoria
A esperança de Lula é que Joaquim Barbosa se aposentará no final de 2013, primeiro ano de presidência do STF. O vice dele é Lewandowski.
Peso nas costas
As presidências simultâneas do STF e do Conselho Nacional de Justiça podem agravar as dores na coluna que atormentam Joaquim Barbosa.
Tudo outra vez
As causas do incêndio ainda não foram reveladas, mas o governo garantiu R$ 40 milhões para a Marinha reconstruir a base na Antártida.
Na CPI, Cavendish invocará o direito de calar-se
O empresário Fernando Cavendish, da Delta Construções, poderá ser convocado para depor na CPI do Cachoeira, por pressão de opositores do governo Dilma e de parlamentares independentes, mas sua presença pode não produzir os efeitos esperados. A exemplo de outros investigados, Cavendish estaria determinado a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para invocar o direito de permanecer calado.
Homem do PAC
Amigo do governador Sérgio Cabral, Fernando Cavesdish é dono da empresa com o maior volume de contratos do PAC: R$ 4,5 bilhões.
Arquivo vivo
O deputado Silvio Costa (PTB-PE) aposta no depoimento do contador foragido de Cachoeira, Giovanni Pereira da Silva, para o êxito da CPI.
Memória ativa
Outro depoimento para "colocar a CPI nos trilhos", segundo Silvio Costa, será o do ex-diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot.
Recordar é viver
O partido do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) compõe com Paulo Maluf, a quem prendeu na operação Satiagraha, a mesma aliança que apoia Fernando Haddad para prefeito de São Paulo.
Oposição em cima
O deputado Izalci Lucas (PR-DF) enviou à CPI do Cachoeira dezoito auditorias na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério do Esporte e na Anvisa, além de documentos envolvendo a Delta e o patrimônio do governador: "Ninguém lembra, mas ele tentou regulamentar os bingos".
Desconfiança
O deputado Stephan Nercessian (PPS-RJ) suspeita que o delegado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) esteja por trás de ação popular que pede a investigação do empréstimo cedido a ele por Carlinhos Cachoeira.
Usina de fraudes
A central de inteligência do Ministério da Previdência Social identificou que, dos estados brasileiros, o Rio de Janeiro é o único onde os dezenove tipos de fraudes são considerados "comuns".
Mais royalties
O senador Aécio Neves (PSDB) é relator de projeto de lei que aumenta os royalties da mineração de 2% para 4%. No Canadá, o tributo chega a 7,5%. Já Diego Andrade (PSD-MG) defende ICMS sobre exportações de minério bruto: "Estão levando o minério com fizeram ao nosso ouro".
Dinheiro é vendaval
Já não era sem tempo o anunciado "corte nos custos" da Petrobras: na recente reforma de parte de um terminal de Santa Catarina, a estatal comprou cadeiras para seus funcionários ao custo unitário de R$ 5 mil.
Fazendo as contas
O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar, afinal, quanto o governo da Bahia tem no Fundeb, o Fundo Educação repassado pelo governo federal. "Erro contábil" confundiu R$ 640 milhões com zero.
Uso do cachimbo
Em relatório com 52 itens, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães pediu mais dinheiro para a Secretaria do Mercosul, da qual se demitiu, e, fiel a um doentio sentimento de culpa porque o Brasil é maior que os vizinhos, quer o Pais bancando 75% das despesas.
Pensando bem...
...se Lula avisou que "vai morder canelas" é porque agosto, mês do cachorro louco, já chegou.
PODER SEM PUDOR
Ego de banqueiro
O general João Figueiredo não gostava de banqueiros, especialmente do dono do banco Itaú, Olavo Setúbal. Mas, atendendo a uma indicação da Arena paulista, Figueiredo o convidou para a presidência do Banco Central, mesmo sabendo que o banqueiro jamais aceitaria um cargo secundário, subordinado ao ministro da Fazenda. O general só não contava com a resposta curta e grossa de Setúbal:
- Banco por banco, presidente, fico no meu.
Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br





