Ministro volta a comentar sobre abertura de arquivos
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quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Folhapress 
Manaus - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (Justiça), disse não saber quando o Planalto tornará públicos os arquivos da ditadura militar (1964-1985), mas adiantou que o processo levará o ''ritmo próprio'' do governo para não provocar ''trauma'' nem ''susto''. ''Sou a favor da abertura dos arquivos. Isso tem que ser feito de modo que não se cause trauma, não se cause susto. Isso vai ser feito. É uma decisão que o governo, com certeza, vai tomar dentro do seu próprio ritmo.''
Indagado sobre o que era preciso fazer para que o Exército liberasse o acesso a relatórios elaborados durante o regime, Bastos insinuou que a decisão final não será da Força, mas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Acredito que isso seja um processo. É uma decisão que vai ser tomada pelo governo e não por algumas de suas instituições isoladas. É uma decisão que vai caber ao governo do presidente, sob orientação do presidente.'' Apesar de o ministro não ter falado em prazos para a abertura dos arquivos, o governo trabalha para que antes de 2006 parte deles estejam abertos.
O ministro concedeu rápida entrevista minutos após inaugurar o Ciapa (Centro de Integrado de Aperfeiçoamento em Polícia Ambiental), da Polícia Federal, às margens do rio Cueiras, próximo a Manaus.


