Ministro teme que reajuste afete as contas públicas
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terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Vannildo Mendes<br>Agência Estado 
Brasília - O ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, criticou ontem a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de aumentar para R$ 24,5 mil o teto salarial dos procuradores e promotores dos Estados. Bastos disse temer que a medida afete o equilíbrio das contas públicas. ''É fundamental que seja mantida a política de responsabilidade fiscal, que não começou no nosso governo, mas existe e precisa ser preservada'', afirmou, após participar de um encontro com os membros do Conselho de Secretários de Justiça e Direitos Humanos dos Estados.
Ele demonstrou confiança de que o reajuste seja derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, também presidente do CNMP. ''No Estado de Direito, um poder controla o outro e, com isso, os problemas são corrigidos. Nesse caso, o STF dará a última palavra'', observou.
O mais grave da decisão do CNMP, de acordo com ele, é que provoca elevações em cascata para as diversas categorias do serviço público, com base na lei da isonomia. ''Você dá um aumento, depois tem de dar outro, e mais outro, e mais outro...'', disse.


