Depois de negar por mais de uma vez sequer conhecer a ex-assessora financeira da campanha petista, Soraya Garcia, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, mudou o tom e atribuiu as denúncias a uma ''onda de denuncismo'' incentivada por ''alguém da oposição'' para desgastar o prefeito Nedson Micheleti (PT). ''Todo mundo sabe as inciais dessa pessoa, logo vêm à cabeça. Vocês (jornalistas) sabem de cor.''
Em seguida, Bernardo deu pistas de que mais ''duas campanhas para prefeito'' em Londrina podem ter feito prestações de contas irregulares, mas, novamente, não citou de quais candidatos. Comentou que a informação foi repassada a ele por ''amigos vereadores que disseram que a Polícia Federal já achou documentos que provam recursos não contabilizados (nessas outras duas campanhas)''. Em seguida, emendou que os policiais logo esclareceriam tudo, e que, se assim fosse necessário, em relação à campanha de Nedson, ele próprio auxiliaria no que fosse possível no inquérito. Adiante, e deu um recado às 'vítimas': ''Parece que vai ter novidades para essas pessoas. Vão aparecer outros fatos nas investigações e acho que vão ser interessantes.''
O promotor da 41 Zona ELeitoral de Londrina, Miguel Sogaiar, afirmou que desconhecia investigações sobre outros candidatos de 2004. O delegado da PF Kandy Takahashi também negou investigações neste sentido. (J.G.)

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