Olinda - O ministro da Saúde, Humberto Costa, de 47 anos, submeteu-se, domingo à noite, a uma angioplastia, procedimento cirúrgico para colocação de uma prótese com o objetivo de desobstruir a artéria coronariana descendente anterior. A operação foi realizada no Hospital Prontolinda, em Olinda, na região metropolitana do Recife. Se a intervenção não fosse realizada, Costa corria o risco de ter um infarte, de acordo com o médico cardiologista Luiz Carlos Santos, que atende a família dele. Costa tem alta hospitalar hoje, amanhã retorna a Brasília e, na quinta-feira, reassume as funções no ministério.
O procedimento cirúrgico não foi programado. O ministro da Saúde, que é diabético e hipertenso, foi fazer um check-up cardiológico de rotina no consultório de Santos e, durante o teste ergométrico - de esforço -, o médico percebeu dois indícios de uma eventual lesão na artéria coronariana. Costa sentiu dor no peito e teve alteração no eletrocargiograma, embora tenha demonstrado uma ótima forma física - ficando 12 minutos e 30 segundos na esteira, um minuto a mais do que no exame de 2003. ''Houve alteração no eletrocardiograma, e ele sentiu dores no tórax durante o teste de esforço físico'', disse o médico.
O diagnóstico foi repassado ao ministro, que autorizou a realização imediata da angioplastia - técnica de desobstrução que consiste no uso de um cateter para a condução de um minúsculo balão e de uma prótese de malha de aço, o stent, pela artéria. O balão foi inflado na área obstruída e esmagou as placas que ameaçavam provocar um infarto. As malhas do stent foram então abertas para revestir a parede interna da artéria, aumentando a eficácia do procedimento.
Segundo o cardiologista Heitor Medeiros, responsável pela angioplastia, a possibilidade de uma nova obstrução no local é de 5%.

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