Ministro quer calendário de ações no PR
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segunda-feira, 25 de abril de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, quer uma agenda de trabalho para o Paraná. Ele desafiou ontem o governo do Estado e políticos paranaenses a apresentarem uma pauta de reivindicações positivas para o crescimento econômico e social do Estado. Bernardo se comprometeu a ser um intermediador e negociador junto ao governo federal na busca de recursos para programas e obras emergenciais. ''Quero uma agenda de trabalho para o Paraná'', disse o ministro, que coordena em Brasília a chamada ''agenda da eficiência''.
O setor empresarial teria sido o único a buscar obras e recursos para o setor no Ministério do Planejamento. Os empresários pediram um ramal ferroviário ligando Guarapuava a Ipiranga (48 quilômetros a oeste de Ponta Grossa). ''Eu incluí na pauta das PPP's (Parcerias Público-Privadas) do governo federal'', contou. Outra preocupação de Bernardo é com o orçamento da União e dos municípios brasileiros. Prova disso é a agenda da eficiência, que busca reduzir os gastos públicos para investir prioritariamente em obras de infra-estrutura e transportes. Ainda hoje, o ministro participa de uma teleconferência com prefeitos de todo o Brasil para explicar como funciona a elaboração de um Plano Plurianual (PPA).
''A Constituição exige que os municípios maiores tenham o PPA. Os menores devem ter também. Caso contrário, não poderão ser contemplados pela PPP'', disse Bernardo, que foi um dos protagonistas da luta pela aprovação da lei das parcerias público-privadas no Congresso Nacional. A lei ainda depende de aprovação. No caso da União, o ministro pretende pedir agilização da votação do Orçamento para 2006, com o intuito de estabelecer um calendário para que as emendas não sejam entregues para serem aprovadas na véspera do Ano Novo.
''O governo federal vai tentar negociar esse calendário. E também vamos negociar um calendário de execução de emendas para que os parlamentares se sintam contemplados. Mas sem exageros'', pontuou, ao lembrar que neste ano foram apresentados R$ 10 bilhões em emendas. A maior parte, não pode ser executada. Na véspera do ano eleitoral, Paulo Bernardo pretende estabelecer elos de ligação com o Congresso Nacional de forma que as relações entre o Executivo e o Legislativo sejam melhoradas. ''Eles (deputados e senadores) cobram ações e temos que dar respostas'', declarou.


