Ministro que foi à reunião não reagiu
Único ministro presente à reunião, Luiz Dulci (Secretaria Geral) não se posicionou explicitamente em defesa de Graziano. Declarou apenas que levaria as sugestões ao presidente. A reportagem tentou ouvir Graziano sobre as críticas à sua atuação, mas sua assessoria disse que ele não falaria e recomendou que o ministro Dulci fosse procurado.
Até as 20 horas, o secretário geral da Presidência não havia dado resposta aos telefonemas da reportagem. A reunião foi esvaziada pelo fato de quatro ministros integrantes da Executiva José Dirceu (Casa Civil), Marina Silva (Meio Ambiente), Benedita da Silva (Assistência Social) e Ricardo Berzoini (Previdência) não terem participado. Eles, juntamente com Dulci, devem se desligar da Executiva em fevereiro para se dedicar integralmente ao governo.
Na reunião, houve também crítica interna à forma como está sendo conduzida a reforma da Previdência. ''O PT está tirando direitos dos funcionários públicos e contrariando seu programa de governo'', declarou a senadora Heloisa Helena (AL). Ela discordou da prioridade dada à discussão da autonomia do Banco Central, que deve tomar parte da agenda do governo no primeiro semestre.
Integrantes das alas ''de esquerda'' do partido atacaram ainda a intenção de Lula de viajar ao Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). Um deles foi o secretário de Formação Política do PT, Joaquim Soriano, que reclamou do fato de o governo enviar uma ''enorme'' delegação ao evento. ''Lula é muito querido em Porto Alegre e ponderei que o Fórum Social surgiu justamente como contraponto ao Econômico'', afirmou.





