Brasília - Integrantes da CPI dos Correios e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, reservaram ontem cerca de 30 minutos de suas declaradas ''agendas apertadas'' para discutir a mudança do nome da CPI. O deputado Welinton Fagundes (PL-MT), autor de requerimento com esse objetivo, até arriscou sugestão: de CPI dos Correios para ''CPI da corrupção valeriana''.
A idéia de mudar o nome da CPI partiu do ministro das Comunicações, que afirma falar em nome dos 108 mil funcionários dos Correios, entre eles carteiros que estariam sendo ''submetidos a situações vexatórias e humilhantes'' no desempenho de suas funções.
Diante da sinalização de que é difícil, regimentalmente, mudar o nome da CPI, Hélio Costa apelou para que, quando houver citação à comissão, que se diga, em vez de ''CPI dos Correios'', ''Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios''.
O ministro se reuniu com o deputado Fagundes e com o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), que devido ao ''aperto'' em sua agenda disse que não almoçaria ontem. Delcídio visitou várias autoridades em Brasília. Ele afirmou ser difícil haver a troca do nome já que houve aprovação em plenário, mas declarou que levará a questão para discussão na próxima reunião administrativa com os membros da CPI. A reunião está marcada para a próxima terça, quando vários requerimentos também devem ser votados.

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