Brasília - Para o ministro da Educação, Tarso Genro, os confrontos do PT com partidos aliados são uma experiência que não devem ser repetida. ''O sistema de alianças no Brasil, em função das diferenças políticas que os partidos têm regionalmente, está totalmente pervertido. As eleições municipais são tratadas a partir de impulsos políticos'', afirma.
Tarso faz outro reparo, sobre o qual o PT deverá se debruçar depois das eleições: a conveniência do casamento eleitoral com forças políticas que a esquerda sempre enfrentou. ''Essas alianças causam perplexidade na base do PT e instabilidade nas relações políticas internas do governo'', diz. ''O PT não pode mais se defrontar com o enigma de, em algumas disputas, estar dependendo de apoio de correntes políticas como a que representa o senhor Paulo Maluf e outros líderes que têm mais ou menos a mesma posição política e história ética.''
De qualquer forma, já está certo que, após as eleições o PT fará o que tem chamado de ''balanço crítico'' de seus erros nas disputas municipais, principalmente em São Paulo. ''Precisamos preparar estrategicamente a reeleição do presidente Lula e revisar uma reforma política para que o sistema de alianças seja mais federativo e nacional'', diz Tarso. (V.R./L.N.L)

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