Ministro prega a paz entre os poderes
Brasília - No discurso que fez em nome dos integrantes do STJ, o ministro Barros Monteiro reconheceu a crise pela qual passa a Justiça brasileira e disse que os Poderes da República têm de ser harmônicos e independentes, como manda a Constituição. ''O que se constata nos dias atuais é o menoscabo, um clima de desconfiança em relação à Justiça de um modo geral, o que culminou na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 29 (de reforma do Judiciário)'', disse Monteiro, observando que a maioria dos integrantes dos tribunais superiores e do Supremo Tribunal Federal (STF) é contra o controle externo.
Último a falar na cerimônia, Vidigal pregou a paz. ''A beligerância, a agressão, a contumélia, entre nós, advogados, Ministério Público, juízes e demais autoridades dos três Poderes, não ajudam em nada. Só servem para tirar o sossego da República'', disse.
Vidigal lembrou que as autoridade são pagas pelos contribuintes. ''Somos empregados do povo brasileiro'', afirmou o presidente do STJ, cujo vice-presidente, ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, também tomou posse ontem. Na posse, Vidigal assinou quatro instruções com mudanças no tribunal, dentre as quais, a ampliação no horário de funcionamento do STJ.





