Ministro nega repasse de R$ 18,5 mi a fundação
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quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Agência Estado 
Brasília - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, negou ontem que o ministério tenha repassado R$ 18,5 milhões para a Fundação Interuniversitária de Estudos Pesquisas sobre o Trabalho (Unitrabalho), ligada ao churrasqueiro Jorge Lorenzetti - um dos homens envolvidos na compra do dossiê contra políticos tucanos.
Marinho também afirma que os valores são semelhantes aos dos últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. ''Os valores foram subindo com o aumento dos convênios. O valor do governo anterior, de 2000 a 2002, foi de R$ 7 milhões, semelhante ao gasto atual'', disse. O ministro do Trabalho afirmou que os valores da gestão Fernando Henrique não aparecem no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) federal porque eram feitos por meio de repasses aos governos dos Estados.
De acordo com Marinho, desde 2003, foram feitos três convênios, somando R$ 14 milhões. O primeiro deles foi de R$ 2,5 milhões para avaliação de programas de qualificação profissional e estudos na área. Em 2004, outro convênio foi feito por R$ 4,6 milhões, também para avaliação dos programas de 2004 e também 2005. Em 2006, outro no valor de R$ 6,8 milhões para avaliação de 2006 e cursos de especialização para gestores do sistema.
No dia 14, a pasta liberou o pagamento de uma parcela de R$ 3,4 milhões para a organização não-governamental (ONG). De acordo com ele, era a segunda parcela do convênio de 2005, que atrasou por causa de dificuldades de documentação na prestação de contas do convênio anterior. ''A Unitrabalho é formada por 93 das mais importantes universidades do País. Não acredito que, com esse perfil, fosse se meter nesse tipo de confusão'', afirmou.
Marinho também repudiou o que chamou de ''insinuações maldosas'' de que o dinheiro repassado pelo ministério pudesse ter sido usado para pagar o dossiê que seria comprado pelos petistas. De acordo com o ministro, isso é impossível porque, apesar da liberação ter sido feita no dia 14, o dinheiro só estava disponível na conta na última segunda-feira. Além disso, o ministério tem acesso à movimentação dessa conta e, até agora, apenas R$ 167 mil foram retirados.


