Ministro nega privatização dos Correios
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, negou ontem no Rio, que o governo pretenda privatizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com o projeto de mudar o perfil da estatal, tornando-a uma sociedade aberta. Essa é uma boa ocasião para dizer que é uma tolice dizer que a nova lei vai significar a privatização dos Correios, afirmou Pimenta, durante a inauguração do centro de operações da ECT.
Segundo o ministro, a mudança, que consta em projeto de lei enviado ao Congresso, busca dar mais agilidade aos Correios. Queremos um mercado aberto, com uma empresa de correios que continuará a ser uma empresa pública, disputando mercado com agilidade, defendeu Pimenta.
A única coisa que acontecerá com a empresa é que, ao invés de se chamar Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) se chamará Correios do Brasil SA, declarou o ministro. Com a alteração, os Correios manterão o monopólio de alguns serviços, que ainda serão definidos. Mas poderão realizar parcerias com o setor privado, informou.
Uma destas parcerias é com o setor financeiro, para a formação do Banco do Povo, para atender a brasileiros que não têm condições de manter contas em bancos comerciais, citou Pimenta. O ministro informou que estão previstos, em oito anos, investimentos de R$ 4 bilhões na ECT. O ministro afirmou que o governo de FHC está marcado por profundas reformas. Com as mudanças, afirmou, a economia tem as condições para crescer.





