Rio de Janeiro - O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) negou ontem o envolvimento de assessores da sua pasta na violação e vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Ele confirmou, entretanto, que Palocci pediu para assessores da Justiça investigarem o caseiro pelo aparecimento de um movimentação financeira atípica em sua conta poupança na Caixa Econômica
Federal.
  ‘‘Eles não são testemunhas de nenhuma irregularidade. Eles simplesmente foram lá [na casa de Palocci], receberam o pedido [de investigação], que não quiseram atender’’, disse Bastos se referindo ao secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, e ao chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Cláudio Alencar.
  Segundo Bastos, Palocci fez o pedido de investigação aos dois assessores, que não teriam assistido a nenhuma ‘‘quebra de sigilo’’. ‘‘Eles foram chamados por Palocci que queria que fosse investigada a possibilidade do caseiro ter recebido um suborno. Eles não assistiram a nenhuma quebra de sigilo nem a nenhum vazamento de sigilo.’’
  O ministro disse ainda que Goldberg e Alencar procuraram espontaneamente para falar sobre o que sabiam sobre a quebra do sigilo de Francenildo. ‘‘Eles foram ontem (domingo) espontaneamente [à PF]. Eles já tinham comunicado que estavam à disposição [da polícia], pois sabiam de fatos relativos àqueles que estavam sendo investigados no inquérito.’’

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