JerusalémUma organização radical palestina ameaçou de morte o ministro israelense de extrema-direita, Benny Elon, que sucedeu ao colega do partido Rehavam Zeevi, assassinado em outubro passado, informou ontem a rádio pública israelense.
O Shin Beth (serviço de segurança interna) disporia de informações sobre estas ameaças e pediu a Elon, ministro de Turismo, ‘‘que não retorne a sua casa numa colônia da Cisjordânia, sobretudo à noite, apesar de circular em veículo blindado’’, acrescentou a rádio.
Segundo a rádio, Elon, que também sucedeu a Zeevi na liderança do partido União Nacional (extrema-direita, membro da coalizão governamental) ‘‘não seguiu os conselhos negando-se’’ a mudar provisoriamente. O ministro garantiu que vai seguir ‘‘todas as instruções do Shin Beth’’.
EncontroO secretário de Estado norte-americano Colin Powell se reuniu segunda-feira com o presidente do Conselho Legislativo (parlamento) palestino, Ahmad Qoreien, e reforçou o pedido dos Estados Unidos para que Yasser Arafat lute de forma concreta contra o terrorismo. O encontro, que faz parte das conversações recentes em busca de um cessar-fogo para renovar o compromisso pelo processo de paz, durou cerca de 45 minutos.
‘‘O secretário aproveitou para ressaltar o que temos dito publicamente e de forma direta: que não há dúvida de que Arafat e a Autoridade Palestina têm responsabilidade neste momento para tomar ações fortes, resolvidas e irreversíveis para deter a violência e o terror’’, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Philip Reeker.
DenúnciaO ministro israelense do Exterior, Shimon Peres, acusou o Irã de enviar membros de sua Guarda Revolucionária ao Líbano e de fornecer milhares de foguetes às guerrilhas que lutam contra Israel neste país.

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