Brasília - Em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT), disse ontem que não há motivos para responsabilizar a presidente Dilma Rousseff por prejuízos causados à Petrobras com a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Em defesa apresentada ao Tribunal de Contas da União, conforme mostrou o "Estado de S.Paulo", ontem, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli pediu para ser excluído do processo que determinou o bloqueio de seus bens pela compra de Pasadena e, caso não seja aceito, que o Conselho de Administração, à época presidido por Dilma Rousseff, que autorizou o negócio, também seja responsabilizado pelo prejuízo.
"Quem causou prejuízos à Petrobras por cometer maus feitos obviamente que vai ser responsabilizado", disse o ministro, isentando a presidente Dilma. "Não tem nenhuma responsabilização da presidenta Dilma sobre esse assunto", disse ele, acrescentando que "quem quer que diga alguma coisa sobre esse assunto, tem de, em primeiro lugar provar (a responsabilidade da presidente)".
O ministro ressaltou ainda que nenhum dos "órgãos que trabalham sobre esse tema pediu o bloqueio dos bens da presidenta Dilma e eu tenho certeza que não pedirão". E emendou: "A presidenta Dilma não tem envolvimento com essas questões".
Questionado se Sérgio Gabrielli, por ser presidente da empresa à época da compra de Pasadena deveria ser responsabilizado pelo prejuízo, calculado pelo TCU em US$ 792 milhões, Pepe Vargas respondeu: "Eu não sei exatamente o que o Gabrielli disse. O que eu estou dizendo muito concretamente é que nós queremos rigor nas investigações e eu acredito que esteja havendo rigor nas investigações e a sociedade brasileira ela sairá fortalecida deste processo".

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