Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu a liberação de R$ 1,5 milhão, recursos do Plano de Mobilidade Urbana previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para o projeto básico do metrô de Curitiba. O anúncio foi feito em reunião, ontem, em Brasília, com o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). O governo federal, no entanto, não se comprometeu a financiar a obra, orçada, em princípio, em R$ 1,2 bilhão.
Por meio da assessoria de imprensa, Bernardo informou que a União não tem um posicionamento em relação aos financiamentos de implantação de metrôs, até porque há, pelo menos, outros 12 projetos dessa natureza no País. O ministro sugeriu que a Prefeitura de Curitiba organize um seminário, no início de 2008, para discutir como a obra poderá ser financiada.
Na reunião com o ministro do Planejamento ficou acertada, também, a liberação de R$ 11 milhões do orçamento da União para o projeto do Contorno Ferroviário de Curitiba -cerca de 50 quilômetros- para retirar a malha ferroviária que hoje corta 12 bairros da cidade. O valor com o qual o governo federal se comprometeu corresponde a menos de 7% do custo total da obra -R$ 165 milhões.
A sugestão de Bernardo, informou a assessoria de imprensa, é que a prefeitura busque acordo com empresas interessadas como a América Latina Logística (ALL) -concessionária que opera a malha ferroviária no Paraná- e a Votorantin, que utiliza o transporte ferroviário. Uma das alternativas para buscar recursos que viabilizem a obra, aventou o ministro, seria a venda de terrenos ao longo da malha, que pertencem à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
O governo federal se comprometeu, ainda, a repassar outros R$ 11 milhões do Fundo de Desenvolvimento da Bacia do Prata (FunPlata), para ligação viária e infra-estrutura das 12 áreas de ocupação urbana que estão em processo de regularização pela Prefeitura de Curitiba.

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