Ministro garante recursos integrais do PAC
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, garantiu ontem a liberação de todos os recursos previstos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para 2008 e prometeu enviar ao Congresso Nacional até a próxima sexta-feira o projeto da Reforma Tributária. Bernardo esteve ontem em Curitiba participando do encontro do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan). Foram empenhados em dezembro R$ 16 bilhões - montante que não pode ser liberado enquanto o Congresso Nacional não votar o Orçamento da União para 2008. ''Se o Congresso Nacional não aprovar este orçamento logo, alguns projetos pararão. Dependemos do orçamento para colocar a segunda parte dos recursos do PAC em andamento'', declarou o ministro.
Em 2007, foram liberados R$ 4,5 bilhões do PAC para estados e municípios. Entre os projetos previstos para este ano com recursos do PAC estão: a segunda etapa de concessões de rodovias (em duas rodovias baianas com investimento previsto de R$ 2 bilhões), a terceira etapa de concessão de rodovias (com seis trechos de rodovias nos estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal), conclusão de rodovias não concessionadas (no Paraná, apenas a BR-153, entre Ventania e Tibagi), quatro leilões de energia elétrica, integração do Rio São Francisco com as bacias do nordeste setentrional. ''Tenho impressão que neste primeiro semestre estaremos concentrados em licitações para fazer empenhos e liberação de recursos no segundo semestre'', ponderou.
O ministro salientou o crescimento do País em 2007 e classificou os debates sobre cartões corporativos como pequenos diante dos valores trabalhados diariamente pelo governo federal. ''Os erros cometidos no uso de cartões corporativos foram isolados. As cifras são pequenas. Não quer dizer que não tenhamos que discutir isso. Mas temos que ter tempo no Congresso Nacional para discutir as coisas importantes'', disse ele.


