Ao longo da audiência, que começou às 10h37 e não havia se encerrado até o fechamento desta edição, o ministro Antonio Palocci seguiu a linha costumeira de seus pronunciamentos públicos. Não elevou a voz, não demonstrou irritação com as provocações, elogiou o Congresso e a oposição, riu da piadas alheias e fez as suas próprias. Confrontado com a possibilidade de ser substituído pelo líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), um de seus críticos, limitou-se a dizer, sorrindo: ''O Mercadante é meu líder''.
Questionado se se sentia ''confortável'' no cargo, o ministro usou os elogios recebidos de Lula anteontem para sair pela tangente. ''Estou absolutamente tranquilo, o presidente Lula de novo reafirmou os princípios da política econômica'', disse. ''Eu penso que acima das pessoas - e eu não sou uma pessoa acima de qualquer avaliação política ou administrativa - estão as políticas. Eu acho que muito mais importante do que a presença do ministro da Fazenda é a presença da política econômica, que eu acho que não pode mudar. Estou empenhadíssimo em mantê-la e melhorá-la.''
Nesse tema, mostrou coerência com o discurso de Lula que mencionou. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente tratou das decisões econômicas na primeira pessoa do singular. ''A área econômica tem uma política acordada e discutida com o presidente Lula. Não fazemos uma política do Ministério da Fazenda. A política econômica é do governo. Imagine se a política econômica é uma invenção particular, deste ministro!'', disse Palocci, segundo o qual Lula ''lidera o governo de maneira concreta e absoluta, arbitra de forma democrática, mas decisiva''. (Folhapress)

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